segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Utilizando a Tecnologia na escola

Hoje uma das grandes "vedetes" da educação é a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, as TIC, dentro de sala de aula. Muito tem se discutido sobre esse tema, como se as TIC fossem as grandes salvadoras da educação, ou como se fossem as exterminadoras da escola.

Temos que considerar que a escola, a educação num geral, sempre utilizou diversos tipos de tecnologia. O lápis, a caneta, o quadro-negro, o mimeógrafo, as carteiras, as cópias "xerocadas"... tudo isso são exemplos de tecnologia, são coisas que foram inventadas e aperfeiçoadas pelo homem. Elas não foram inventadas pensadas para a educação, mas sim foram apropriadas, entendidas e utilizadas pelos educadores, quando necessárias. E quando não mais necessárias, deixaram de ser utilizadas (Como o mimeógrafo, por exemplo).

As TIC não irão nem salvar nem destruir a escola. Como qualquer tipo de tecnologia, elas podem ajudar o professor na sua missão de educar, mas não irão ser o ponto determinante desta ação. A grande questão está no sentido do processo de ensino. "Ensinar o quê, para quê e como?". O professor precisa responder esta pergunta antes de qualquer coisa. O que deve ser ensinado, e por que deve ser ensinado?

Respondendo estas questões (o que não é simples, e devem ser questões sempre presentes), é importante que o professor priorize dar autonomia à seus alunos. Ele precisa fazer com que eles sejam os responsáveis pelos seus processos de aprendizagem, que eles entendam por que eles devem aprender coisas novas, e eles mesmos produzirem seu próprio conhecimento. O professor deve ser um instigador e um mediador nesse processo. Fazer com que os alunos questionem, dar as pistas para que eles avancem, ajudá-los a perceber onde aquele novo conhecimento pode ser importante para eles, permitir que eles façam a conexão entre as diferentes áreas de conhecimento. E claro, depois de ajudar os alunos a fazer as questões, é função do professor também ajudá-los a encontrar as respostas.

Com tudo isso em mente, ai sim o professor pode pensar em como as TIC podem ajudar nesse processo. E caso não acredite que ajude, é simples, não as utilize. Assim como o lápis ou o quadro-negro devem ser utilizados apenas se forem ajudar nesse processo. A ação do professor deve estar sempre pautada nestas questões, antes que ele queira dominar a tecnologia X ou Y. O processo deve ser o contrário, ele precisa sentir a necessidade de utilizar uma ou outra tecnologia para, então, utilizá-la por haver sentido na sua ação.

Deixo um vídeo para reflexão:

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