A questão inicial do projeto do nosso blog era a seguinte: Como professores, que técnicas podemos utilizar para ensinar os nossos alunos? Esta era uma dúvida muito forte em nossas mentes, pois às vezes sentimos que temos um grande domínio da teoria educacional, mas a prática nos assusta. Alguns dos componentes do grupo já são professores, com variados tipos de experiência, mas também para eles esta era uma questão pertinente.
Começamos a desenvolver nosso trabalho pesquisando sobre técnicas utilizadas para ensinar determinados conteúdos. Nossa estratégia inicial foi pensar em alguns conteúdos que são ensinados na escola, e pesquisar sobre técnicas utilizadas para ensinar tais conteúdos. A partir dessa pesquisa, tivemos um ímpeto inicial de montar um projeto de aula onde, a partir de um tema central, púdessemos trabalhar vários tipos de conteúdos diferentes. Mas numa conversa com a Prof. Andrea, percebemos que na verdade estavamos tentando facilitar o nosso trabalho, achando uma "saída fácil" para o problema. Foi curioso notar como esse tipo de "saída fácil" é comumente tomada por professores no dia-a-dia , exatamente por demandar menos trabalho, pesquisa e aprofundamento por parte do professor, colocando-o numa posição de "repassador de conteúdos", enquanto o aluno se torna um mero receptor.
Esta constatação causou um verdadeiro revertério no nosso trabalho. Começamos a questionar o que estávamos fazendo, e qual era a verdadeira direção que queríamos tomar. Voltamos à estaca zero, e nos perguntamos "O que nós realmente queremos saber?". Nos debatemos muito nessa questão, até que invertemos a direção da pergunta: "O que os alunos querem saber?"
A partir daí, com muito sangue e suor, começamos a questionar a prática comum dos professores, inclusive a nossa própria prática. Passou a nos parecer que a questão mais importante não era a técnica de ensino por si só, mas sim o que podemos fazer para ajudar o aluno a resolver suas próprias questões. A função do professor não é pensar numa técnica para transmitir um conteúdo, mas sim instigar o aluno a questionar sobre um conteúdo específico e construir seu próprio conhecimento. E sim, há uma técnica envolvida nisso, mas ela não pode estar fechada e imutável e, principalmente, ela não pode vir antes do sentido da ação educativa. O professor primeiro precisa perguntar o que ensinar e para que ensinar, para então pensar no como ensinar. O sentido precisa ser construido em conjunto, entre professor e aluno.
Nosso trabalho, portanto, foi na direção de sugerir técnicas de instigar o aluno a questionar e a produzir seu próprio conhecimento, e como pegar questionamentos do dia-a-dia do aluno e transformá-los em uma "sede" do aluno em querer saber mais, conhecer mais, ir atrás e produzir seu próprio conhecimento. Nosso trabalho não nos parece acabar aqui, pois esta questão não parece ter uma única resposta. Temos que continuar aprendendo a ouvir e compreender nosso aluno (que está se transformando constantemente) para que possamos construir mais e melhores técnicas que os ajudem a aprender e a avançar.









