quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Experimentando a aula


Tentamos, através do Facebook, fazer os questionamentos sobre a questão "Por que temos vontade de fazer xixi quando fazemos cocô?" com uma aluna do ensino médio, para ver se conseguíamos fazê-la chegar a resposta.

Postamos abaixo como foi essa experiência.


















segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cocô x Xixi: um projeto de Ciências

Parece estranho essa pergunta, mas já se perguntou por que toda vez que fazemos cocô, queremos fazer xixi? Essa pergunta estava na Revista Mundo Estranho de Novembro/2011. Então pensei: se eu me pergunto isso, meus alunos também. E aí está o projeto perfeito de Ciências sobre o corpo humano.

Mas afinal, como fazê-lo? 

Pra começar, faça algumas perguntas que o ajudem a se responder, mas você mesmo não vai dizer as respostas diretamente. Induza-o a responder com essas perguntas:
  • O que controla o nosso corpo quando temos vontade de fazer Alguma coisa, como coçar os olhos? (nervos)
  • Como fazemos força pro cocô sair?
  • Por onde o cocô passa no corpo? E o que segura ele antes de sair?
  • O movimento dessa parte do corpo é voluntária ou involuntária?
  • Esses nervos passam pela bexiga também. Quando eles são ativados, eles mexem com as duas partes ou uma de cada vez? E o que tem na bexiga?
  • Já sabemos que fazemos força com a barriga pro cocô sair. Ela pressiona mais alguma outra coisa?
Depois disso, provavelmente ele já entendeu como tudo funciona. Agora ele vai ver na prática. Que tal montar uma réplica do corpo humano pra ele ver o processo e se divertir um pouco? É simples!

Tire uma foto de corpo inteiro do seu aluno, com as pernas entreabertas e as mãos espalmadas ao longo do corpo. Imprima em papel normal mesmo, e nem precisa ser colorido. Depois de você conseguir ter chamado a atenção dele pra como o corpo funciona (e de preferência, aproveitar pra dar uma aula de sistema excretor), peça pra ele mesmo montar o sistema excretor com coisas que ele tem em casa (bexiga, massinha, macarrão, palito de dente, etc). O efeito é incrível depois de pronto!


Poste aqui suas ideias ou comente como foi essa experiência com seu aluno!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sintetizando o nosso trabalho:


A questão inicial do projeto do nosso blog era a seguinte: Como professores, que técnicas podemos utilizar para ensinar os nossos alunos? Esta era uma dúvida muito forte em nossas mentes, pois às vezes sentimos que temos um grande domínio da teoria educacional, mas a prática nos assusta. Alguns dos componentes do grupo já são professores, com variados tipos de experiência, mas também para eles esta era uma questão pertinente.


Começamos a desenvolver nosso trabalho pesquisando sobre técnicas utilizadas para ensinar determinados conteúdos. Nossa estratégia inicial foi pensar em alguns conteúdos que são ensinados na escola, e pesquisar sobre técnicas utilizadas para ensinar tais conteúdos. A partir dessa pesquisa, tivemos um ímpeto inicial de montar um projeto de aula onde, a partir de um tema central, púdessemos trabalhar vários tipos de conteúdos diferentes. Mas numa conversa com a Prof. Andrea, percebemos que na verdade estavamos tentando facilitar o nosso trabalho, achando uma "saída fácil" para o problema. Foi curioso notar como esse tipo de "saída fácil" é comumente tomada por professores no dia-a-dia , exatamente por demandar menos trabalho, pesquisa e aprofundamento por parte do professor, colocando-o numa posição de "repassador de conteúdos", enquanto o aluno se torna um mero receptor.

Esta constatação causou um verdadeiro revertério no nosso trabalho. Começamos a questionar o que estávamos fazendo, e qual era a verdadeira direção que queríamos tomar. Voltamos à estaca zero, e nos perguntamos "O que nós realmente queremos saber?". Nos debatemos muito nessa questão, até que invertemos a direção da pergunta: "O que os alunos querem saber?"

A partir daí, com muito sangue e suor, começamos a questionar a prática comum dos professores, inclusive a nossa própria prática. Passou a nos parecer que a questão mais importante não era a técnica de ensino por si só, mas sim o que podemos fazer para ajudar o aluno a resolver suas próprias questões. A função do professor não é pensar numa técnica para transmitir um conteúdo, mas sim instigar o aluno a questionar sobre um conteúdo específico e construir seu próprio conhecimento. E sim, há uma técnica envolvida nisso, mas ela não pode estar fechada e imutável e, principalmente, ela não pode vir antes do sentido da ação educativa. O professor primeiro precisa perguntar o que ensinar e para que ensinar, para então pensar no como ensinar. O sentido precisa ser construido em conjunto, entre professor e aluno.

Nosso trabalho, portanto, foi na direção de sugerir técnicas de instigar o aluno a questionar e a produzir seu próprio conhecimento, e como pegar questionamentos do dia-a-dia do aluno e transformá-los em uma "sede" do aluno em querer saber mais, conhecer mais, ir atrás e produzir seu próprio conhecimento. Nosso trabalho não nos parece acabar aqui, pois esta questão não parece ter uma única resposta. Temos que continuar aprendendo a ouvir e compreender nosso aluno (que está se transformando constantemente) para que possamos construir mais e melhores técnicas que os ajudem a aprender e a avançar.

Continuando a discutir projetos



professor, precisa saber o que o aluno já sabe, o que aluno quer saber e o que precisamos ensinar para nossos alunos, desse modo, podemos caminha muito bem com um projeto.
Encontrei no site www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net, aspectos que não podem acontecer em um projeto e as condições para o sucesso de um projeto:
Nenhuma abordagem, por mais sofisticada, assegura o êxito de um projeto. Muitas vezes, um detalhe põe tudo a perder. Há problemas que devem ser evitados: 

Objetivo confuso . Projeto com objetivo confuso tem alta probabilidade de fracasso. Não se sabendo onde se deve chegar, não se chega a lugar nenhum. O objetivo confuso pode ter várias origens: 1. O problema não foi estudado e entendido corretamente. Houve pressa em iniciar, sem clareza do problema. 2. Coordenador e equipe não entendem o problema e fazem suposições incorretas sobre o resultado a ser alcançado. 3. Objetivo claro, mas não coerente com o problema. O resultado a ser alcançado é incompatível com o problema.

Execução confusa . As condições de execução tornam-se confusas nas situações a seguir: 1. As regras de decisão são imprecisas. Não há políticas nem procedimentos para resolver problemas e conflitos. 2. Autoridade e responsabilidade estão indefinidas. Não se sabe direito quem tem poderes e atribuições para quê. 3. Atividades não são coerentes com o objetivo. Isso pode ocorrer mesmo quando o problema e o objetivo são coerentes. 4. A previsão de recursos é incoerente com as atividades. Os recursos podem ter sido subestimados ou superestimados. 5. A atividade avança muito sem que pelo menos as intenções básicas do projeto estejam bem definidas. 
Falhas na execução : Projetos podem ser muito bem planejados e organizados, mas isso ainda não é garantia de sucesso. Podem ocorrer falhas na execução. Uma das mais comuns é a seguinte: um detalhe vital não funciona e põe tudo a perder, simplesmente porque todo mundo achou que era importante demais e que outra pessoa iria cuidar daquilo.
Condições para o êxito
A experiência mostra que as seguintes condições afetam positivamente a probabilidade de sucesso do projeto:
Definição do problema . Projetos bem sucedidos, de forma geral, são definidos a partir do problema a ser resolvido e da clareza com que se define a solução do problema. O mais importante é definir com clareza os objetivos do projeto. Uma vez decidida a realização de um projeto, deve-se discutir exaustivamente como o problema pode ser resolvido e as características do resultado final, descritas nos objetivos do projeto ou em suas metas. Sempre que possível, o próprio título do projeto deve indicar as características do resultado final. Por exemplo: reforma, instalação e colocação em funcionamento da cantina escolar. Quanto mais tarde se deixa para realizar essas discussões e definições, mais difícil se torna a implementação do projeto.Envolvimento da equipe. Quanto mais o projeto representa um desafio para a equipe envolvida, maior é a probabilidade de que venha a ter sucesso. Projetos bem sucedidos criam na equipe uma sensação de propriedade: “Este é o nosso projeto, o problema que temos de resolver”. 
Planejamento . Projetos bem sucedidos são muito bem planejados. Uma vez estabelecidos os planos, no entanto, a equipe tem grande liberdade para executá-los. A probabilidade de o projeto ter sucesso aumenta se durante a sua implementação houver um cronograma de providências e resultados bem elaborado, a partir do qual, os participantes possam controlar o bom andamento dos trabalhos em direção aos resultados previstos. Outro fator que contribui com o sucesso de um projeto é procurar prever problemas que possam surgir em sua implantação e, com a antecedência necessária, preparar-se para resolvê-los, caso eles realmente aconteçam. Existem projetos que necessitam de recursos financeiros para sua implementação. Nesses casos, é preciso haver um bom planejamento dos custos do projeto, considerando-se quanto se vai gastar e de onde sairá o dinheiro. A existência de um coordenador é também uma providência necessária para que um projeto seja bem implementado e atinja a meta definida.

É importante lembrar que a avaliação de um projeto deve ficar presente todo o tempo, desde a sua implementação, do começo da execução e não somente no final de um projeto.

Nos projetos, precisamos identificar as competências que o professor quer passar para os alunos, como a competência de ler, decidir, argumentar, julgar e etc.
Também precisamos colocar em um projeto conteúdos conceituais, atitudinais, procedimentais e factuais. Precisamos ficar muito atentos a tudo que é preciso colocar num projeto, para assim, solucionar de fato o problema do projeto.

Wikis: o que é isso e como pode nos ajudar ?


Achei interessante a definição do Wikipédia sobre wiki, em especial esse pedaço:

"Wiki é hoje em dia a forma mais democrática e simples de qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos técnicos, contribuir para os conteúdos de uma página Web ... Uma característica notável das ferramentas Wiki é a facilidade de edição e a possibilidade de criação de textos de forma coletiva e livre, assim como se faz na Wikipédia e em outros projetos que utilizam Wikis."

Com a vida movimenta que temos, acho de grande importância mecanismos dinâmicos e práticos para comunicação e ferramentas ricas em conteúdos. Acho que os Wikis podem ajudar muito na prática cotidiana, facilitando nossas pesquisas, ajudando e estimulando em nossas criações individuais ou em grupo.

Pode ser uma ferramenta riquíssima para escrita coletiva, possibilitando a escrita conjunta mesmo em lugares diferentes, mais um recurso tecnológico que encurta distâncias e aproxima as pessoas, em especial em suas criações. Dessa forma, nossos alunos podem criar fora do espaço escolar, sem precisar de encontros marcados, ou aquele famoso cada um faz um parte e a gente junta no final.
Dessa forma, o Wiki se torna uma possibilidade de construção conjunta de um conceito. Peguemos um exemplo aleatório, digamos que o professor queira falar sobre "Capitanias Hereditárias". Ao invés de dar um texto fechado sobre esse tema, e passar a SUA visão os alunos poderão, através do Wiki, os alunos poderão construir a visão deles em CONJUNTO, sem ficarem presos a decorar um conceito dado pelo professor, eles puderam construir seu próprio conceito, que vai estar muito mais próximo dos seus conhecimentos prévios.

O vídeo abaixo explica bem o que é um Wiki e como funciona:





E você? Já usou um Wiki antes? Enxerga outras possibilidades nessa ferramenta? Compartilhe conosco nos comentários!

Na Aula sobre Conjuntos


Através de brincadeiras, podem ser passados diversos conteúdos. No caso desta brincadeira, são utilizadas informações da matemática e de ciências. A brincadeira, a princípio deve ser utilizada com crianças de séries pequenas como pré I e II (antigo CA) ou jardim de infância. Mas dependendo da imaginação do professor, pode ser modificada e repassada para outras turmas.

Materiais necessários:

- Cola
- Papel ou desenhos de animais pré-preparados
- Papelão
- Tesoura
- Fita adesiva dupla face (demarcar os círculos)


Como organizar a brincadeira:

Para começar, são necessários desenhos bem coloridos de bichos de mesmo grau de parentesco feitos de preferência em folha colada em papelão (para que possa ficar durinha e não rasgar á toa). Os círculos devem ser demarcados no próprio chão da sala ou em algum ambiente com um pouco mais de espaço para que as crianças prestar atenção ao que lhes é ensinado. Cada criança tem direito de pegar uma plaquinha de cada vez e colocar no grupo correspondente ao que sorteou. Após todos os grupos serem preenchidos, os pequenos devem dizer em voz alta a que grupo os animais pertencem e quantos existem em cada grupo. A partir deste momento, cada um deve receber um número e deve identificar a que grupo aquele número pertence, com isto, conseguem identificar quantidade; também pode ser feito uma espécie de teatro com cada classe de bichos para estimular a imaginação.

Objetivos:

Do ponto de vista matemático: Estimula o conhecimento dos números e é também visto como uma pré-visualização da teoria de conjuntos, que conhecerão durante sua vida acadêmica.




Do ponto de vista da ciência: Aumenta o conhecimento das crianças com relação aos nomes dos animais e a que classe eles pertencem, conteúdo este, que também será utilizado futuramente em sala de aula.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Jogo da Memória


Jogo da memória
O jogo da memória é um recurso comum como atividade lúdica dentro da sala de aula, que foi criado na China no século 15. Era formado por baralho de cartas ilustradas e duplicadas.  Como o próprio nome indica, ele requer boas estratégias de memorização dos jogadores. O jogo da memória pode ser aplicado em sala em qualquer série, o que varia são conteúdos nele aplicado, quanto mais velhos os alunos, maior será a complexidade da temática abordada. Trabalhar com temas relevantes a matéria aplicada em sala da aula, como por exemplo: fundo do mar.
Por que aplicá-lo em sala de aula?
Para estabelecer relações entre imagens e a posição, assim, desenvolvam estratégias de memorização.
Há que se ter um pouco de cuidado com esse tipo de atividade, pois o abuso da utilização de mecanismos de memorização pode levar o aluno a confundir o aprender com o memorizar, que são conceitos diferentes. Quando estivermos ensinando nossos alunos, precisamos ficar atentos para que eles estejam realmente construindo conhecimento, e não apenas memorizando e reproduzindo, sem entender o o processo da coisa.


Como enriquecer o brincar
 Discuta com a turma as estratégias para localizar as figuras no espaço, como a fixação de um ponto de referência e a observação do entorno de uma figura.
Converse com os pequenos ao término de cada partida para socializar as táticas usadas por jogador.